16/11/2020 às 10h21min - Atualizada em 16/11/2020 às 10h21min

Região teve 25 pessoas detidas

Foram 10 casos em Navegantes, seis em Balneário Camboriú, quatro em Itajaí, três em Camboriú e dois em Balneário Piçarras

Diarinho

domingo de votação terminou com 25 pessoas detidas por crimes eleitorais na região. Navegantes registrou o maior número de casos, com 10 ocorrências. Em Balneário Camboriú, houve seis prisões entre 22 ocorrências ligadas às eleições atendidas pela polícia Militar. Em um dos casos, três pessoas foram detidas no colégio João Goulart, que também foi palco de briga entre fiscais de coligações adversárias. Outro flagrante resultou em prisão no centro Educacional Antônio Lúcio, no bairro das Nações.

A polícia Militar de Balneário lavrou termos circunstanciados (TCs) contra as pessoas detidas. Os envolvidos, cinco homens de 57, 48, 46, 45 e 43 anos de idade, foram levados pro fórum de Balneário. No final do dia eles passariam por audiência na justiça eleitoral. A previsão era que fossem liberados mediante o pagamento de multa.

A mulher do empresário e candidato a vereador Cleber Torra Torra (PDT), Sil Torra, foi detida pela guarda Municipal por boca de urna no colégio João Goulart. Ela estava com uma bandeira do candidato dentro da escola, o que é proibido. Enquanto era conduzida, Sil postou um vídeo no Instagram chorando e pedindo ajuda. “Não é justo, a bandeira não está específica na lei, o tamanho. Eu peguei a que eu tinha”, contou, lamentando que não pode nem votar.

Ainda no João Goulart, os fiscais da coligação do prefeito Fabrício Oliveira (Podemos), o ex-secretário Fernando Marchiori; o diretor da Emasa, Douglas Beber; e o ex-diretor de fiscalização da secretaria de Planejamento, Matheus Rafaeli, se envolveram em uma briga com Victor Probst, filho do vereador Nilson Probst (MDB), que trabalhava como fiscal da coligação do candidato Edson Periquito.

 

Victor teria chegado empurrando Douglas. Marchiori tentou separar a confusão, com Victor e Matheus se empurrando e trocando socos na frente da escola. Ao DIARINHO, o vereador Nilson deu outra versão dos fatos, dizendo que o filho estava passando quando foi cercado por seis pessoas, entre elas Marchiori, Matheus e Douglas.

“Tem filmagem clara: ele foi atacado. Meu filho iria atacar seis sozinho?! Meu filho é a vítima”, ressaltou. Victor relatou o caso à GM, a um promotor eleitoral e também fez BO. Matheus, Marchiori e Douglas foram embora antes do registro da ocorrência. Fernando Marchiori, ouvido pela reportagem, disse que apenas separou a briga e segurou Victor até a chegada dos agentes da GM.

Três prisões em Camboriú

 

Em Camboriú, a polícia Militar fez dois termos circunstanciados por crime de boca de urna. Foram conduzidas pro fórum uma mulher de 56 anos e um homem de 40 anos. Além disso, foi realizada uma terceira prisão de um homem de 54 anos pelo crime de corrupção de menores e boca de urna.

Conforme relatório do 12º batalhão de polícia Militar, em Balneário, foram geradas 53 ocorrências eleitorais nas 10 cidades de abrangência do batalhão. Em Balneário Camboriú, entre 22 ocorrências, só duas envolveram crimes eleitorais.

Irmã de candidata é  detida em Itajaí

 

A polícia Militar de Itajaí registrou quatro ocorrências de crimes eleitorais no domingo. No colégio Aníbal César, no bairro São Vicente, Marisa da Costa, irmã da vereadora Célia da Costa (MDB), foi detida após os policiais receberem denúncias de que ela estava abordando eleitores na rua Estefano José Vanolli, perto do local de votação.

Segundo a PM, a mulher foi orientada a se afastar, mas teria descumprido a medida por duas vezes. Em nova abordagem, ao recusar a deixar o local, acabou detida por desobediência. Marisa foi liberada após assinar um termo circunstanciado. O DIARINHO tentou ouvir a candidata, mas ela não respondeu até o fechamento da matéria.

Perto do colégio Antônio Ramos, na avenida Reinaldo Schmithausen, no Cordeiros, a polícia abordou três mulheres e um homem que tavam abordando eleitores e entregando santinhos. Foram apreendidos 304 panfletos com o grupo, liberado após TC. Na Univali, a polícia também lavrou um termo contra um homem que estava fazendo boca de urna. Com ele foram apreendidos panfletos e adesivos.

 

Na rua Independência, perto da escola Antônio Ramos, um homem foi detido por desacato, desobediência, boca de urna e desrespeito à medida sanitária.  Segundo a PM, ele estava com panfletos e com uma bandeira e ainda teria xingado policiais e desacatado a promotora de justiça.

A polícia ainda relatou que o homem estava bêbado e não obedecia às ordens dos policiais. Se não bastasse, ele ainda teria se negado a colocar a máscara e a assinar o TC, sendo preso e levado para a delegacia de polícia Federal.

Segundo a PM, mulher descumpriu orientações de se afastar

Navegantes e
Balneário Piçarras

Na área do 25º batalhão foram 10 ocorrências eleitorais atendidas pela PM em Navegantes e duas em Balneário Piçarras, envolvendo crime eleitoral com boca de urna. Em Penha e Luiz Alves não houve ocorrências. As pessoas abordadas foram autuadas, assinaram termo circunstanciado e foram liberadas dos locais.

Em Navegantes, metade dos atendimentos foram na escola Municipal Rosa Maria Xavier de Araújo, na rua Laudelino Fermino de Morais, na Meia Praia. Segundo o relatório da PM, foram dois casos de pessoas ligadas ao PSD, um do PL, e dois do PP, incluindo um candidato que entregava santinhos.

A PM ainda atendeu casos pertos dos pontos de votação nas ruas Vicente Honorato Coelho, Paulo Ney Laurentino, Santos Maccarini e Francisco de Paula Seara, além da avenida João Gaya, no centro. Em Balneário Piçarras, um candidato do Podemos foi detido entregando santinhos na rua Emanuel Pinto, no centro. Já no bairro Nossa Senhora da Paz, houve boca de urna por apoiador do MDB na rua Geraldo Passos.

PM manda Pavan sair da Univali

O ex-prefeito de Balneário Camboriú, Leonel Pavan (PSDB), foi convidado pela PM a se retirar da Univali, no bairro dos Municípios, no domingo de manhã. Ele estava circulando pelo colégio eleitoral, mas não votava em nenhuma das seções da universidade.
Os PMs ao receberem a denúncia de que ele estava por ali o intimaram para deixar o local. Um vídeo foi feito no momento que ele era abordado pela polícia. Pavan foi embora rapidinho.
A justiça eleitoral não estava permitindo que candidatos ou pessoas ligadas aos partidos circulassem no interior dos colégios eleitorais.

Pavan foi abordado pela PM


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